Dra. Jucinéia Oliveira

Obesidade

Introdução

Nos tornamos com sobrepeso ou obesos quando acumulamos um estoque excessivo de gordura corporal. Esse excesso certamente nos traz ou nos trará prejuízos a nossa saúde.
Vários estudos mostram que não existe obeso saudável. Aquela história de que “estou obeso, mas os meus exames de sangue estão normais”, hoje já não procede mais. O obeso com exames sanguíneos normais tem uma probabilidade muito maior de desenvolver doenças cardiovasculares do que o magro com exames alterados.
Sabendo que a obesidade é uma causa de danos à saúde, uma grande preocupação hoje é com o aumento de sua prevalência. Em agosto de 2013, foram publicados pelo Ministério da Saúde dados alarmantes, que mostram que 51% da população brasileira está acima do peso. Em relação à obesidade, 18% das mulheres e 16% dos homens estão obesos.

Por que nos tornamos obesos?

ObesidadeOs mecanismos que contribuem para nos tornarmos obesos são diversos. Em torno de 30%, são causas genéticas e 70% ambientais, sendo que em grande parte das vezes, essas causas interagem. Ou seja, a presença de fatores genéticos permitem ainda mais que os maus hábitos alimentares e o sedentarismo, amplifiquem o ganho de peso.
Basicamente, o excesso de peso resulta do desequilíbrio de nossa balança energética: entrada e saída. Ingerimos mais calorias do que gastamos, estocamos as que não foram utilizadas.
Somos metabolicamente diferentes, cada indivíduo tem suas necessidades. Se estamos engordando, é porque nossa balança energética, provalvelmente, tem sido positiva. Muitas vezes, isso tudo causado por nós mesmos. Sair de casa sem tomar café da manhã e ficar períodos longos sem se alimentar, reduz o metabolismo. Emagrecimento inadequado, com grandes perdas de peso rápidas também, principalmente o produzido pelo chamado “efeito sanfona”. Fazer exercícios não só faz queimar calorias, como também aumenta o metabolismo, ou seja, sem exercícios, metabolismo também fica baixo.
Vale lembrar que existem também, mesmo que em um percentual mais baixo, causas hormonais, por isso, é fundamental uma avaliação médica. Além disso, existem as questões emocionais, sociais e culturais.
Somado a isso, a cada dia nos movimentamos menos. As facilidades da vida moderna contribuem para que gastemos menos calorias. Escadas rolantes, controles remotos, extensão de telefone. Ficamos cada vez mais tempo em frente ao computador e à TV. Mesmo frequentando academias, muitas vezes, não conseguimos empatar nossa balança energética e acabamos fazendo balanço positivo, acumulando gordura.
A própria evolução da humanidade contribui para a obesidade. A pré-história, onde o alimento era escasso e para encontrá-lo era necessário muito esforço, ficou na nossa memória genética. Sobreviveram os indivíduos energeticamente econômicos, por isso, não precisamos muitas vezes de tudo que comemos.

Como fazer o diagnóstico da obesidade

O método mais utilizado para o diagnóstico do excesso de peso e da obesidade é feito mais comumente a partir do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Utiliza-se o peso em kg, dividido pelo quadrado da altura em metros. Um IMC acima de 25 kg/m2 nos classifica com excesso de peso e acima de 30 kg/m2, com obesidade.
À medida que aumenta o IMC, aumentam os riscos de doenças relacionadas com a obesidade como: diabetes, hipertensão, colesterol e triglicerídeos aumentados, infarto, câncer, apnéia do sono e artrose. Calcule seu IMC: http://www.calculoimc.com.br/

 

 

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Outro método de análise do risco do excesso de peso é a medida da circunferência abdominal. Uma cintura acima de 90 centímetros em homens, já é aumentada e acima de 102 centímetros é considerada significativamente demasiada. Em mulheres, medida acima de 80 centímetros já ultrapassa o limite saudável, e 88 centímetros requer uma atenção especial.
Quanto maior a circunferência abdominal, maiores as possibilidades de doenças associadas à obesidade.
A bioimpedância também é muito utilizada nos dias de hoje para uma avaliação mais detalhada da composição corporal. Através dela é possível calcular a faixa de peso ideal, de acordo com o sexo e a idade, além de calcular o metabolismo basal e percentual de gordura e massa muscular. Com essa avaliação, é possível estabelecer um planejamento alimentar individualizado, de acordo com as necessidades de cada paciente.

Tratamento da obesidade

O tratamento implica numa série de questões, já que as causas da obesidade são multifatoriais. Além de mudanças no estilo de vida, muitas vezes será necessário a utilização de medicamentos orais. Não existe fórmula milagrosa. Cada tratamento deve ser individualizado e acompanhado em sua implantação e manutenção. É fundamental a conscientização por parte do paciente de que a obesidade é uma doença crônica e por isso, o tratamento deverá ser de longo prazo. É indispensável uma forte motivação.
 A adoção de algumas técnicas de conduta nos auxilia no dia-a-dia, tanto na perda de peso como na manutenção do peso perdido. Procure controlar a ansiedade em obter resultados muito rápidos. Antes de iniciar um programa de perda de peso, estabeleça uma meta realista. Existe o peso ideal (muitas vezes dos nossos sonhos) e o peso real (o que podemos atingir e mantê-lo). Muitas vezes esperamos uma perda exagerada e nos frustramos, desistindo do tratamento. No início, observamos uma perda mais acentuada e após, uma redução da velocidade. Mas, lembre-se de que não se perde peso igual durante todas as semanas. Nunca desanime. Se é difícil emagrecer, com certeza, será muito fácil engordar. Valorize as pequenas perdas!

Dicas de alimentação

· Faça três refeições moderadas por dia (café da manhã, almoço e jantar) e entre elas faça lanches pequenos.

· Consuma sempre o café da manhã. Isso evita diminuição do metabolismo basal, além de compulsões alimentares durante o dia inteiro.

· Coma sempre de 3 em 3 horas.

· No almoço, coma um prato de hortaliças antes, para não abusar dos pratos quentes.

· Coma devagar, mastigue bem. Assim ficará satisfeito com uma quantidade menor de alimento.

· Faça uma refeição leve no começo da noite e evite comer muito tarde.

· Procure conhecer o valor calórico dos alimentos, lendo atentamente os rótulos.

 

Alimentação

· Coma carne vermelha no máximo duas vezes na semana. Antes de temperar, retire a gordura da carne e a pele da galinha.

· Consuma leite e seus derivados desnatados.
· Lembre-se sempre que um alimento que não contém açúcar pode conter muita gordura.

· Prefira os carboidratos complexos, como arroz, feijão, pão e macarrão integrais e aveia em flocos grossos.

· Evite os carboidratos simples, como doces e açúcar.

· Para aumentar a quantidade de fibras na dieta, coma frutas e evite os sucos, principalmente os que contenham adição de açúcar.

· Procure ingerir pelo menos 2 litros de água por dia, de preferência, distante das refeições.

· Evite o álcool, refrigerantes e bebidas adoçadas.

Dicas para atividade física

O sedentarismo é uma das principais causas de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e outras doenças crônicas. O exercício físico não só previne tais doenças, como também auxilia no aumento da força e do tônus muscular e na melhora da flexibilidade, ocasionando inúmeros benefícios ao nosso organismo.
   A seguir, você encontra algumas dicas para começar.
· É fundamental fazer exercícios físicos para reduzir o peso. Tente fazer exercícios no mínimo três vezes por semana.

· A prática de exercícios de intensidade moderada, durante 30 minutos por dia, já é suficiente para que o indivíduo deixe de ser sedentário. Essa prática pode ser contínua ou dividida ao longo do dia. Mas, lembre-se que apenas sair do sedentarismo, pode não ser suficiente para perder peso.

· Iniciar os exercícios sempre de maneira gradual.
· Procurar escolher uma prática de exercício que lhe proporcione prazer. Caso contrário, são muitas as chances de abandoná-la.

. Procurar realizar pequenas mudanças do hábito diário, optando por fazer algumas atividades domésticas (lavar o carro, jardinagem, passear com o cachorro). Utilize escadas e dispense o carro sempre que possível. Procure descer do ônibus um ponto antes.

Indivíduos que se exercitam com regularidade, apresentam benefícios como: diminuição do apetite, perda de gordura corporal, melhora do tônus muscular, melhora da imunidade, melhora do humor, diminuição da ansiedade e da probabilidade de desenvolver depressão.

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